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Latam Retail Show 2026: o varejo entra na era da Inteligência Artificial que entende, decide e age

Neste artigo, Juedir Teixeira fala sobre sua participação na feira de varejo que ocorreu neste mês em São Paulo

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22 de setembro de 2026
Latam Retail Show 2026: o varejo entra na era da Inteligência Artificial que entende, decide e age
Ao acompanhar as discussões, uma conclusão se tornou ainda mais clara para mim: a Inteligência Artificial está entrando em uma nova etapa.

Por Prof. Dr. Juedir Teixeira*

Entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026, participei do LATAM Retail Show, em São Paulo. Foram três dias de conteúdo, pesquisas, debates e casos empresariais que ajudaram a traduzir as mudanças em curso no varejo, no consumo e nos serviços. O tema central da edição — “Everything as a Service” — sintetizou uma transformação importante: o varejo deixa de estar centrado apenas no produto e avança para soluções, serviços, experiências, relacionamento e recorrência.

Ao acompanhar as discussões, uma conclusão se tornou ainda mais clara para mim: a Inteligência Artificial está entrando em uma nova etapa. Não se trata apenas de utilizar IA para responder perguntas, produzir textos ou automatizar tarefas isoladas. Estamos caminhando para sistemas capazes de compreender o contexto da empresa, interpretar dados, identificar desvios, formular diagnósticos, recomendar decisões, apoiar a execução e acompanhar os resultados.

Foi particularmente importante constatar que essa direção reforça o caminho que já construímos na JTB Consultoria com a Juedir IA®. A Juedir IA® já está construída como uma inteligência de gestão orientada por método, dados e contexto empresarial, indo além de uma interface de IA generativa. O LATAM Retail Show 2026 reforçou que essa concepção está alinhada à evolução da IA empresarial: a IA agêntica e a ideia de uma camada inteligente — ou sistema operacional de gestão — capaz de conectar informação, diagnóstico, decisão, ação e acompanhamento.

1. O consumidor continua no centro — mesmo na era da IA

O primeiro grande aprendizado do evento foi que a evolução tecnológica não elimina a dimensão humana do varejo. Ao contrário: quanto mais automação, dados e algoritmos entram na jornada, maior é a necessidade de compreender pessoas, desejos, emoções e contextos.

A abertura com Andrea Bell, da WGSN, colocou em evidência a relação entre Inteligência Artificial, comportamento do consumidor e experiências sensoriais. O debate mostrou que eficiência tecnológica e humanização não são caminhos opostos. O desafio é utilizar tecnologia para tornar a experiência mais relevante, conveniente e personalizada, sem perder autenticidade e relacionamento.

Para o varejo, a mensagem é objetiva: tecnologia sem conhecimento do cliente pode gerar eficiência; mas eficiência, sozinha, não gera preferência.

2. Everything as a Service: do produto para a solução

O conceito central do LATAM Retail Show 2026 foi “Everything as a Service”. O movimento traduz uma mudança estrutural: empresas que antes se organizavam prioritariamente para vender produtos passam a construir serviços, recorrência, conveniência, experiências e relacionamentos contínuos.

Isso exige rever a proposta de valor. O consumidor não compara apenas preço e produto. Ele compara facilidade, tempo, atendimento, disponibilidade, personalização, experiência física e digital e capacidade da empresa de resolver seu problema.

Nesse contexto, a loja física também precisa justificar sua existência. Ela deixa de ser apenas um local de exposição de mercadorias e passa a exercer funções de experiência, relacionamento, serviço, experimentação, conveniência e integração com os canais digitais.

3. Dados e IA: de informação para decisão

Diversas discussões do evento trataram da IA aplicada ao varejo, do consumidor AI-first, da evolução do e-commerce e da gestão orientada por dados. Esse conjunto de temas aponta para uma mudança decisiva: o valor não está em acumular dados, mas em transformar dados em decisões melhores.

Durante anos, as empresas investiram em ERP, BI, dashboards e indicadores. Essas ferramentas continuam essenciais, mas predominantemente mostram o que aconteceu. A nova fronteira é construir inteligência capaz de ajudar a explicar por que aconteceu, quais variáveis merecem atenção e o que deve ser feito a partir daí.

É exatamente nessa passagem — de informação para diagnóstico, e de diagnóstico para ação — que vejo uma das maiores oportunidades da próxima geração de Inteligência Artificial empresarial.

4. IA agêntica: a próxima fronteira da gestão

A IA generativa popularizou a capacidade de conversar com sistemas inteligentes. A IA agêntica amplia esse conceito: em vez de apenas responder a uma solicitação, agentes podem receber objetivos, acessar informações autorizadas, raciocinar sobre o contexto, executar etapas de um processo e acompanhar o resultado.

No ambiente empresarial, isso abre caminho para uma arquitetura muito mais abrangente. A IA pode funcionar como uma camada inteligente conectando dados, indicadores, regras de negócio, processos e decisões. Em uma visão mais ampla, aproxima-se da ideia de um “sistema operacional” de gestão: não no sentido de substituir os sistemas transacionais existentes, mas de atuar sobre eles como uma camada de inteligência, interpretação e coordenação.

O ERP registra. O BI organiza e mostra. A inteligência agêntica pode acrescentar uma nova camada: interpretar, diagnosticar, recomendar, acompanhar e aprender.

5. O LATAM Retail Show reforçou a direção da Juedir IA®

Para mim, esse foi um dos aprendizados mais relevantes dos três dias. O LATAM Retail Show 2026 confirmou que a Juedir IA®, já construída pela JTB Consultoria, está alinhada a uma transformação maior da Inteligência Artificial aplicada aos negócios.

A Juedir IA® foi construída a partir de um princípio simples: dados isolados não administram empresas. É necessário método para interpretar esses dados e transformá-los em decisões.

Por isso, a Juedir IA® combina informações empresariais com o Método Juedir de gestão. Sua lógica fecha o ciclo: Dados → Diagnóstico → Decisão → Ação → Acompanhamento → Resultado → Aprendizado.

Na prática, a Juedir IA® já foi estruturada para ir além de perguntas como “quanto vendemos?” ou “qual foi a margem?”. Ela analisa a gestão com uma lógica voltada a questões mais importantes: por que a venda caiu? Onde a margem está sendo perdida? O estoque está coerente com a demanda? Quais indicadores exigem ação imediata? Que decisão deve ser priorizada? E o que aconteceu depois da decisão tomada?

É essa evolução que pode transformar a IA de ferramenta de produtividade em instrumento de gestão.

6. Tecnologia não elimina o básico bem-feito

Há, entretanto, um ponto que considero fundamental. Nenhuma tecnologia corrige permanentemente uma empresa que não conhece seus números, não possui processos minimamente estruturados, não acompanha indicadores e não executa aquilo que decide.

A IA aumenta a capacidade da gestão, mas também expõe suas fragilidades. Dados ruins produzem análises ruins. Processos desorganizados dificultam automação. Estratégias sem execução continuam sem resultado, mesmo quando formuladas com auxílio de inteligência artificial.

Por isso, a transformação tecnológica precisa caminhar junto com aquilo que venho chamando de “básico bem-feito”: estratégia clara, indicadores, margem, estoque, produtividade, pessoas, clientes, processos e acompanhamento sistemático dos resultados.

7. O que fica depois dos três dias

Ao final do LATAM Retail Show 2026, minha principal conclusão é que estamos entrando em uma etapa em que tecnologia, gestão e pessoas precisarão funcionar de forma cada vez mais integrada.

O futuro do varejo será mais orientado por dados, mais automatizado e mais inteligente. Mas continuará dependendo de liderança, cultura, conhecimento do cliente e capacidade de execução.

As empresas que melhor aproveitarem a IA provavelmente não serão simplesmente aquelas que comprarem mais ferramentas. Serão as que conseguirem integrar tecnologia ao modelo de gestão e criar um ciclo contínuo entre informação, decisão, ação e aprendizado.

É nesse espaço que a Juedir IA® já está posicionada: como uma inteligência de gestão construída para transformar dados em diagnóstico e diagnóstico em decisões e ações concretas. O LATAM Retail Show 2026 foi importante porque confirmou que aquilo que já colocamos em prática na JTB está no centro da próxima etapa da IA empresarial: sistemas mais agênticos, contextuais e integrados à gestão.

“O BI diz o que aconteceu. A próxima geração da IA precisa ajudar a entender por que aconteceu, o que fazer e acompanhar se a decisão produziu resultado.”

Conclusão

O LATAM Retail Show mostrou um varejo em transformação: produto se amplia para serviço; canais se integram; dados ganham contexto; e a Inteligência Artificial começa a avançar de assistente para agente.

Minha leitura é que a próxima revolução não será simplesmente ter uma IA dentro da empresa. Será tornar a empresa compreensível pela IA, preservando governança, segurança, responsabilidade humana e critérios claros de decisão.

Quando isso acontecer, a Inteligência Artificial poderá se tornar uma verdadeira camada operacional da gestão — um sistema capaz de conectar dados, diagnóstico, decisão, ação e aprendizado.

É nesse futuro que a Juedir IA® já se insere — não como uma promessa conceitual, mas como uma solução construída para aplicar inteligência artificial à gestão empresarial.

Prof. Dr. Juedir Teixeira
Sócio Fundador – JTB Consultoria
Professor, consultor, conselheiro e autor.

Referências consultadas

LATAM Retail Show 2026 – programação oficial, tema “Everything as a Service”, palestrantes e pesquisas. latamretailshow.com
LATAM Retail Show – 9 eventos integrados e programação setorial. latamretailshow.com/nossos-eventos-integrados/
Varejo S.A./CNDL – cobertura do segundo dia: IA, novos ecossistemas, economia circular e gestão de pessoas (17 set. 2026).


Juedir Teixeira, Sócio Fundador da JTB Consultoria, é PhD, professor, consultor, conselheiro e autor

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