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Lindbergh puxa dissonância no PT

Por Nelson Lopes

Sempre polêmico, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, disse ser favorável à decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que restringiu os pedidos de impeachment contra ministros da Corte. O magistrado determinou que somente a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode apresentar pedidos de impedimento. O deputado do Rio afirmou que o impeachment de ministros “não pode ser convertido em instrumento de intimidação sobre o Judiciário”. O petista lembrou que a oposição se articula para formar maioria no Senado e, com isto, intimidar ministros de Tribunais Superiores.

Chama a atenção que o apoio à medida venha logo de Lindbergh, que surgiu na vida política liderando o Movimento dos Caras Pintadas, lá nos anos 1990, em apoio ao impeachment de Fernando Collor. Na ocasião, o pedido foi apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Nada como um dia após o outro nessa vida…


E tome barraco na família Bolsonaro…

Dezembro chegou e, antes mesmo da ceia de natal, o PL já tem um barraco em família para chamar de seu. Por causa da aliança com Ciro Gomes no Ceará, Michelle Bolsonaro criou uma verdadeira hecatombe familiar. Ela foi na jugular de Ciro, o que provocou um ataque coordenado dos filhos de Bolsonaro contra a madrasta. Para a surpresa de muitos, no entanto, Bolsonaro bancou a esposa, mandou suspender a aliança com Ciro e deu a ela superpoderes de participar da montagem de chapas.

Quem comemora, no Rio, são as suas aliadas de primeira hora, como as deputadas Chris Tonietto e Soraya Santos. Mais do que nunca, a ex-primeira-dama terá influência e capitalizará votos.


Bacellar protegido no União Brasil

Preso por corrupção e obstrução da Justiça, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, não correr maiores riscos de ser expulso do seu partido, o União Brasil. A legenda descarta a medida depois dele ter sido preso por suspeita de vazar informações sobre uma operação que mirava o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias.

No União, o discurso oficial sobre o fato de Bacellar manter contato direto com TH Jóias, associado ao crime organizado, é o de que “se tratavam de conversas rotineiras entre um presidente de assembleia legislativa e um parlamentar”. O envolvimento do presidente da Alerj foi apontado pela PF após análise do material apreendido naquela operação. Trocas de mensagens entre Bacellar e TH Jóias são apresentadas como provas do possível vazamento.


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