Por Nelson Lopes
O PL bateu o martelo e Carlos Portinho será candidato à reeleição ao Senado pelo Rio. Ele desbancou Carlos Jordy, que tentava se viabilizar. A dúvida agora gira em torno da segunda candidatura da direita fluminense.
Será que o União Brasil vai bancar Márcio Canella ou vai desistir do ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense? Ele foi solto na última semana, após ser preso em operação da Polícia Federal que mirou fraudes em postos de combustíveis da Região Metropolitana.
Perguntas que serão respondidas nos próximos dias…
A vitória da política
A escolha por Portinho simbolizou uma vitória da ala política do PL sobre a ideologia extremista. Jordy era o favorito do bolsonarismo raiz, por defender pautas caras ao ex-presidente e a Flávio Bolsonaro.
Portinho, porém, tinha o apoio de 30 prefeitos do interior e, com isto, conseguiu um endosso da presidência do diretório fluminense do PL, que foi repassado a Flávio.
Agora, além de coordenar a campanha de Flávio no Rio, o senador será candidato à reeleição e, desta forma, assume um papel de articular palanques em todas as regiões do estado.
Como quem não quer nada…
Mônica Benicio, do PSOL, a viúva de Marielle, segue se colocando como candidata ao Senado. E a estratégia é bem clara: se erguer como o segundo voto da esquerda que vota em Benedita da Silva.
Com esta estratégia, ela tenta furar a bolha e amealhar os votos que iriam para Pedro Paulo e Marcelo Crivella.
Mônica Benicio, entretanto, esbarra na resistência do Centrão…
E o Paes, hein?
O ex-prefeito do Rio segue viajando pelo estado, atrás de palanques. Mas, nesta semana, viu seus planos de conquistar prefeitos do Centrão esbarrarem no lançamento de Portinho ao Senado.
É que a entrada do bolsonarista no jogo eleitoral vai na veia dos planos de Pedro Paulo….
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