Capital

Livro debate o papel histórico do Rio como capital do Brasil

A vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Aspásia Camargo, é uma das autoras do livro “Rio, Capital do Brasil: Ensaios sobre a Capitalidade”, lançado na última quarta-feira (14), no Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul da capital. O evento integrou um seminário que marcou a apresentação oficial da obra e reuniu pesquisadores, gestores culturais, estudantes e interessados na história do Rio de Janeiro e do país.

A publicação é uma iniciativa da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), e tem como objetivo resgatar e debater o papel do Rio como capital histórica e simbólica do Brasil.

No livro, textos analisam a capitalidade sob diferentes perspectivas

Organizado pelos professores Christian Lynch (IESP-UERJ) e Elizeu Santiago de Sousa (AGCRJ), o livro reúne ensaios de autores reconhecidos nacionalmente, como Aspásia Camargo (UFRJ), Antonio Edmilson Rodrigues (UERJ), Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ) e Marly Motta (FGV), entre outros. A obra tem 590 páginas e percorre a trajetória do Rio desde 1808, quando se tornou capital do Império Português, passando pelo Império do Brasil e pela República, até a transferência da capital para Brasília, em 1960, além da fusão com o antigo estado do Rio de Janeiro, em 1975.

Os textos abordam a capitalidade do Rio de Janeiro em suas dimensões políticas, culturais, urbanísticas e internacionais. Aspásia Camargo assina o ensaio “O espírito do Rio é seu destino manifesto: grandeza e martírio da cidade capital”.

A programação de lançamento contou com dois debates. A primeira mesa reuniu Christian Lynch, Marly Motta e Pedro Marreca (AGCRJ). Na segunda, participaram Aspásia Camargo, Elizeu Santiago e Rafael Lisbôa (C40).

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou do evento e destacou a singularidade histórica da cidade. Segundo ele, os quase 200 anos como capital moldaram profundamente a política, a cultura e a própria ideia de Brasil. Já o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, ressaltou que o livro provoca a reflexão sobre o significado da capitalidade para além do aspecto jurídico, considerando também dimensões políticas, culturais e internacionais.

Mesmo após deixar de ser capital oficial, os autores apontam que o Rio manteve papel central na vida nacional, com destaque para áreas como cultura, saúde pública, produção de conhecimento, inovação e a realização de grandes eventos internacionais, como a Rio-92, os Jogos Olímpicos de 2016 e o G20, em 2024.

No prefácio da obra, Lucas Padilha resume esse legado histórico ao afirmar que, há duzentos anos, o Rio de Janeiro permanece como um dos principais símbolos da identidade brasileira.


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