Paquetá em campo contra o Corinthians. Crédito: Gilvan de Souza/Flamengo
*Por Marcos Luz
Flamengo vive um daqueles paradoxos cruéis do futebol. Ganhou tudo no ano passado, empilhou taças, virou referência. Mas 2026 começa cobrando a conta da soberba. Já são três derrotas consecutivas (Fluminense, São Paulo e Corinthians), em três competições diferentes, e o que mais incomoda não é nem o placar — é a postura.
Falta gana. Falta aquele tesão por vencer, por disputar cada bola como se fosse a última. O Flamengo entra em campo como quem acredita que, em algum momento, o jogo vai “se resolver sozinho”. Como se o peso da camisa fosse suficiente para virar partidas. Não é. Nunca foi.
Zico uma vez me disse que o Brasileiro mais difícil que conquistou foi o de 1982. Justamente quando o Flamengo era campeão do mundo, imbatível, temido. Segundo o Galinho, “todos queriam ganhar do Flamengo”. Todos jogavam o jogo da vida contra o Flamengo. E ali não havia espaço para relaxar. Quem tirasse o pé, caía.
Esse Flamengo de 2026 parece esquecer essa lição básica: todo mundo quer derrubar o campeão. E quem não entra com sangue nos olhos, vira presa fácil. Até o Filipe Luís, símbolo de liderança e competitividade, parece hoje distante daquele brilho nos olhos de outrora.
Falta incômodo. Falta indignação. Falta alguém que olhe para o companheiro e diga: “isso aqui não basta”. O conformismo tomou conta — e conformismo é veneno lento, mas fatal. O Flamengo não está perdendo só jogos. Está perdendo identidade. E quando o Flamengo deixa de ter fome por vitórias, vira um time comum que vive de lembrança.
*Marcos Luz é presidente do Conexão Fluminense
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