*Por Paulo Marinho
Comentava eu com o amigo, Dr. Evilásio, competente odontólogo, figura conhecidíssima, nas rodas etílicas semanais, em Campo Grande, Zona Oeste, alertava eu, não adianta apostar e insistir nestes parlamentares – todos – estão aí, contaminados, respirando corrupção sistêmica desde os tempos dos escambos chegando até Adhemar de Barros, candidato paulista à presidência da República, nos anos 60, cujo slogan da campanha foi: “Rouba, mas faz”. Pode isso, Arnaldo?!
Voltando ao então “super juiz”, Sérgio Moro, na ocasião, festejado, “guardião da moralidade”, condenou Lula e desfilando sob aplausos da ilusão, entrou na rua direita pelo lado esquerdo e aí começaram descobrir seus desvarios e propósitos. Deu no que deu.
Joaquim Barbosa peregrinou por esse caminho, mas pulou fora ao perceber que estava em uma piscina cheia de ratos. Moro foi em frente, sem nenhum pudor, caiu nas graças da família Bolsonaro. Foi defenestrado e humilhado, tornando- se presa fácil dos postulantes ao governo do Paraná. Quantos erros e poucos acertos: reprovado.
Triste notícia: “O Instituto Cravo Albin, na Urca, encerra suas atividades”. Mais um espaço vai para o degredo onde a cultura, entretenimento, gastronomia e um valioso acervo musical e fotográfico, ficavam ao nosso alcance. Infelizmente, a pá de cal, foi jogada e não aparece nenhuma manifestação da cultura para lutar por sua permanência.
Está dando “mole” o quarto mandato para presidente Lula. A fartura de políticos corruptos, incompetentes, aliados de última hora e aqueles – perigosíssimos – que em cima do muro aproveitam o momento certo para mergulhar na piscina cheia de ratos. A sorte está lançada e dia 4 de outubro vamos ver quem tem garrafas vazias para vender.
Esqueçam tudo. Democracia é o cacete. Creio que este será o derradeiro truque direitista – caso percam eleição. Essa do ministro André Mendonça foi sintomática para percebermos que o início do tudo ou nada está chegando ao Supremo. Parafraseando Chacrinha, “o velho guerreiro”, balançando a pança. André Mendonça – o terrivelmente evangélico – veio para confundir e não para explicar. Quanto ministro Alexandre Moraes, não resta menor dúvida, mas muitas dúvidas.
Lembrando 1 – Lula ganhando terá direito a nomear mais quatro ministros no Supremo.
Lembrando 2 – Continua valendo aquela famosa frase do jornalista Merval Pereira, na Globo News, “Se Flávio Bolsonaro ganhar, pode ter golpe. Ganhando Lula, não terá”.
Quem viver verá.
Por hoje é só. ANCELMO GOIS, um abraço. WELLIGTON CAMPOS, outro. LUIZ PENIDO, cautela. KLEBER LEITE, cuidado com o frio.
*Paulo Marinho é jornalista, apresentador do programa 100% Educação que vai ao ar segunda a sexta-feira, das 08 às 12h.
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