Norma Couri
“… a Clarice Lispector nem dava bom-dia, o Drummond tomava café da nossa garrafa térmica no Caderno B e o Alberto Dines, editor-chefe e que me levou para o JB, me ensinava: o jornalista que não é investigativo não é jornalista.”
Festejando a presença da Norma Couri no Rio, no Boteco Rio`s, em Ipanema, a jornalista mais bonita da minha geração, que entrou no Jornal do Brasil e arrebatou o coração do nosso Editor-Chefe, Alberto Dines e ele casou com ela, deixando a mulher, quatro filhos e todo o seu patrimônio para trás. Vocês não imaginam o tamanho dessa história, em 1975, quando não havia nem divórcio no Brasil.
A linda Norma Couri trabalhou com o Dines no primeiro jornal online brasileiro, criado por ele: Observatório da Imprensa e hoje ela escreve no Caderno de Cultura do Jornal Valor Econômico, em São Paulo, seguindo uma brilhante carreira como jornalista, no Jornal do Brasil, na Editora Abril, na Folha de São Paulo e também como correspondente da BBC de Londres e da France-Presse, quando o casal morou em Portugal.
E Alberto Dines chefiou uma das equipes mais icônicas da Imprensa Brasileira, no Jornal do Brasil, na Avenida Rio Branco. Sob seu comando trabalhavam os editores Carlos Lemos (Secretário-Geral), José Silveira e Affonso Romano de Sant`Anna (Copidesque), Luiz Edgar de Andrade (Internacional) Fernando Gabeira ( Pesquisa), Luis Orlando Carneiro (Geral) e no Caderno B, Paulo Affonso Grisolli e Marina Colasanti. Os críticos de Cinema, Teatro e Música: Macksen Luiz, Yan Michalski, Hermínio Bello de Carvalho e Edino Krieger.
Durante oito anos, trabalhei no Caderno B, sob a direção do Dines, o clarão da Imprensa. Jamais me curei do vírus investigativo. E entrevistei toda a minha geração, que explodia de sucesso e brilho nos anos 70: Elis, Gal, Martinho, Chico, Bethania, Baby, Rita, Edu, Sergio Mendes, e mais Tom e Vinicius e Roberto Carlos e mais as novidades da época: raio laser, o cartão de crédito e violência urbana, por exemplo.
Todo mundo entrava pela porta do Caderno B. Os colunistas vinham pessoalmente entregar a sua matéria. O João Saldanha e Carlinhos Oliveira eram sempre muito falantes e a Clarice Lispector nem dava bom-dia, enquanto Carlos Drummond de Andrade tomava café da nossa garrafa térmica e a gente ficava de papo na sacada do prédio, olhando a Avenida Rio Branco.
Minha querida Norma Couri me trouxe essas memórias. Lembrei até o dia que o Zózimo entrou na sala, eu estava no cafezinho com Marina e ele disse: “tem gente roubando as pessoas na rua da Alfândega, acho bom ver isso. Marina disse: Gilsse, faz uma matéria. Eu peguei a bolsa e o gravador e passei 3 dias trabalhando nisso, com polícia, lojistas, advogados, vários bairros e fiz uma página dupla no Caderno B, a primeira matéria da imprensa brasileira sobre violência urbana: RIO FEROZ.”
Essa foto é para nos aborrecer: as lindíssimas cunhadas Dandynha e Aline Barbosa, magérrimas e tomando sorvete na nossa cara. Eu continuo fazendo jornalismo investigativo como aprendí com o Dines.
EU APOSTO
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