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Coluna

O destino do RJ está traçado

O destaque da coluna nesta semana é a eleição extraordinária para o governo do Rio. Voto secreto e por meio da Alerj.

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27 de março de 2026
O destino do RJ está traçado
O deputado Douglas Ruas deve ser eleito governador do Rio para o mandato-tampão. Crédito: Reprodução

Por Nelson Lopes

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a eleição extraordinária para o mandato-tampão do governo do Rio acontecerá de forma indireta, por meio da Alerj, e com direito a voto secreto. A corte também decidiu que candidatos que queiram concorrer deixem cargos públicos até 24 horas depois da renúncia do agora ex-governador Cláudio Castro, ocorrida na última segunda-feira.

Na prática, tratou-se de uma vitória política do grupo do ex-chefe do Executivo, que não deve ter dificuldades para eleger Douglas Ruas para o Palácio Guanabara – na véspera, o deputado estadual foi eleito presidente da Assembleia e logo depois teve a ascensão anulada por decisão judicial. 

É mole?


Mas, vem discórdia por aí…

A polêmica, contudo, está longe do fim. Castro se tornou inelegível nesta semana, também por decisão do Supremo. Ele foi condenado por fraudes e abuso político nas eleições de 2022, quando contratou cabos eleitorais por meio do instituto Ceperj. O PSD, partido de Eduardo Paes, promete judicializar a eleição indireta e pedir a convocação do povo às urnas sob o argumento de que tudo se trata de uma manobra política.

Enquanto isso, o legislativo segue sem um presidente e a pendenga também terá que ser resolvida em Brasília.

Tudo isso e faltam mais de seis meses para as eleições…


Paes veste a capa

Eduardo Paes, que também deixou a prefeitura para concorrer ao governo, vestiu de vez a armadura de candidato. Ele faz críticas abertas ao Cláudio Castro, impulsiona os aliados e promete ser linha dura, caso seja eleito governador. Em uma das publicações, chamou Castro de “governador omisso”.


O Rio figurou na CPMI!

De forma triste, um político do Rio surgiu em meio aos nomes que tiveram o seu indiciamento solicitado pelo relatório final da CPMI do INSS. Carlos Lupi, liderança histórica do PDT e ex-ministro da Previdência de Lula figura entre os acusados pelo colegiado. 

Foi na gestão dele na pasta que a fraude de intensificou e os desvios de aposentadorias chegaram a seu ápice.


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