Por Nelson Lopes
Em uma semana movimentada para a direita fluminense, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro se tornaram alvos, nesta sexta-feira, de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior envolvendo empresas do setor de combustíveis. A ofensiva, denominada Operação Sem Refino, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apuram a atuação de um conglomerado econômico suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio e envio irregular de recursos para o exterior.
Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense.
O que diz a PF…
Segundo a Polícia Federal, a operação investiga inconsistências relacionadas à atuação da Refit e suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios fiscais. A refinaria é apontada como parte de uma estrutura utilizada para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Ao todo, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. O Supremo Tribunal Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados aos investigados, além da suspensão das atividades econômicas das empresas alvo da investigação.
Maré revolta para a direita…
Tudo isso ocorre em uma semana na qual Flavio Bolsonaro foi pego em um telefonema pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Ou seja: duros golpes no PL.
E quem sangra com isso?
Douglas Ruas é quem sai perdendo com tudo isso. Seus dois principais padrinhos políticos podem derreter nas próximas pesquisas de intenção de votos – o que ataca diretamente os seus planos de se tornar governador do estado.
É esperar para ver…
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