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Coluna

A caça às bruxas vai começar…

O destaque da coluna nesta semana é a relação entre Eduardo Paes e Marcelo Magno, prefeito de Arraial, que incomodou a cúpula do PL

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12 de junho de 2026
A caça às bruxas vai começar…
Marcelo Magno, prefeito de Arraial do Cabo. Crédito: Reprodução

Por Nelson Lopes

É dada como certa no PL de Brasília a expulsão do prefeito de Arraial do Cabo, Marcelo Magno. A relação entre ele e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, incomodou os caciques da legenda bolsonarista. Paes esteve no município da Região dos Lagos, onde foi recebido com pompa e circunstância. A decisão será protocolada na semana que vem, no PL de Brasília, e passou pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

A medida tem um fim pedagógico: a quem atravessar a linha e “trair” o partido ao virar as costas para a candidatura de Douglas Ruas, a porta da rua será a serventia da casa. Desta forma, o PL espera consolidar a meta de ter o apoio de ao menos 65 dos 92 prefeitos do estado à chapa avalizada por Flávio e Jair Bolsonaro.


Baixinho na marca do pênalti

Lembra que contamos por aqui, na semana passada, que o PL observava as movimentações do senador Romário e monitorava a fidelidade dele à candidatura de Ruas? Pois bem… Em encontro com lideranças do partido, nesta semana, o Baixinho reafirmou a vontade de apoiar o candidato do seu partido e negou que vá fazer acenos a Eduardo Paes.

Romário garantiu que não terá postura similar à vista em 2024, quando apoiou a reeleição do então prefeito e virou as costas para Alexandre Ramagem sem maiores constrangimentos. Aliás, o herói do tetra já está nos Estados Unidos, país onde venceu a Copa de 1994, para acompanhar os jogos. Nesta semana, ele acompanhou os trabalhos do Congresso à distância…


A pedra no sapato de Paes

Liderando as pesquisas, Eduardo Paes lida com uma situação inusitada: tem amplo conhecimento do eleitorado, seu principal adversário, Douglas Ruas, é um desconhecido, mas tem dificuldades para ganhar o eleitorado do interior e da Baixada Fluminense.

O ex-prefeito não consegue alavancar o seu número de palanques nessas regiões primordiais. 

É por isso que o PSD cogita, mais do que nunca, ter uma candidatura ao Senado e aposta as fichas em Pedro Paulo. Com ele no páreo, Paes ganharia palanques e força em municípios onde não está associado a um cargo nacional. É a força da dobradinha que faria a diferença neste caso.


E o Caiado, hein?

O presidente da Câmara do Rio, Carlo Caiado, segue em uma saia justa… Afinal, quem apoiar à Presidência. Olhem a situação do rapaz: pelo PSD, o candidato é o próprio primo, Ronaldo Caiado. No palanque de Paes, que é seu principal aliado, a bandeira é de Lula.

Em cima do muro, Caiadinho já recebeu uma prensa do partido para que faça valer o laço familiar e esteja com o próprio partido. Ele promete fazer valer os laços firmados no berço e na política.


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