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Coluna

Chancelas que vêm de Brasília

O destaque da coluna nesta semana é a projeção da disputa pela cadeira de líder da casa do legislativo fluminense

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30 de outubro de 2026
Chancelas que vêm de Brasília
Anderson Moraes e André Ceciliano.

Por Nelson Lopes

A eleição da presidência da Alerj terá um pé em Brasília. O PL escolheu Anderson Moraes para a disputa e agora precisa buscar, nas outras bancadas, os votos para manter o comando da Assembleia durante o governo de Douglas Ruas.

Do outro lado, André Ceciliano, do PT, tem no currículo duas credenciais para a negociação: já presidiu a Casa e conhece os caminhos do governo Lula. O petista aparece como alternativa da oposição, numa disputa em que o tamanho das bancadas será tão importante quanto a capacidade de conversar além delas.


Oposição à distância

Flávio Bolsonaro chegou a Miami na manhã de quarta-feira, mas não apareceu, nem remotamente, na sessão semipresencial do Senado. Enquanto o parlamentar se instalava nos Estados Unidos, a Casa discutia medidas provisórias próximas do vencimento.

O senador afirma que pretende liderar a oposição nos próximos anos. Antes, terá de mostrar como conciliará essa ambição com o exercício do mandato pelo Rio. Na primeira sessão após deixar o país, a possibilidade de participar à distância ficou sem uso.


Duas cadeiras, o mesmo partido

O PL fluminense chegará a fevereiro com Carlos Portinho e Carlos Jordy empossados para oito anos no Senado. Portinho seguirá na Casa, onde assumiu uma cadeira em 2020. Jordy trocará a Câmara pelo mandato de senador.

A mudança levará ao Senado a experiência de Jordy em lideranças e comissões de fiscalização e de bancada. Para o partido, as duas cadeiras representam espaço de atuação até 2035. A divisão de funções e os postos que cada um buscará ainda serão parte das negociações.


Portinho entra no home care

Carlos Portinho levou ao Senado uma proposta para disciplinar a contratação e a remuneração de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no atendimento domiciliar. O PL 3486/2026 coloca sob discussão as relações entre profissionais e empresas que prestam esses serviços.

Por trás do nome em inglês, o home care reúne questões bem concretas: quanto se paga pelo atendimento, em quais condições ele é realizado e como isso chega ao paciente. É nessa relação, que alcança também as famílias atendidas no Rio, que o senador pretende estabelecer diretrizes.


Da areia ao plenário

A altinha ganhou espaço na agenda legislativa de Romário. O senador é autor do PL 434/2025, que reconhece a prática como modalidade esportiva e estabelece diretrizes para incentivá-la. A proposta passou pelo Senado em decisão terminativa e foi enviada à Câmara.

O texto leva para Brasília uma atividade associada às praias cariocas, com previsão de estímulo a espaços públicos, eventos e formação de instrutores. A etapa seguinte está com os deputados: a aprovação no Senado ainda precisa encontrar continuidade na outra Casa.


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