O foco do "Conexões Campos" foi o desenvolvimento regional. (Foto: Júlio César Barreto)
Por Julio Cesar Barreto
O município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sediou ao longo desta terça-feira (26) o evento “Conexões Campos”. Empreendedores e líderes empresariais de diferentes setores participaram de rodadas de negócios e painéis. O foco foi o desenvolvimento regional.
A iniciativa é considerada uma plataforma itinerante. Ela aconteceu em uma salão de eventos no distrito de Guarus, a partir da parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Campos dos Goytacazes (ACIC) e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (FACERJ). Entidades como o Sebrae, apoiaram a realização.
Representantes de diversos municípios de várias regiões do Estado participaram, como São Gonçalo, Duas Barras, Nova Friburgo, São Fidélis e Cardoso Moreira, além da capital fluminense. Esta foi a terceira edição do Conexões em 2024, sendo a primeira no município campista.
“O evento foi a oportunidade de fazermos a conexão entre o empresariado local, o associado da ACIC com empresas como o Porto do Açu e a Petrobras. A estatal, inclusive, anunciou uma revitalização auspiciosa para a região da Bacia de Campos, que apontam para bilhões em investimentos, o que gerará, naturalmente, emprego e renda para o Norte Fluminense”, conta João Leal, superintendente de Portos, Terminais e Assuntos Nucleares do Governo do Estado.
Na abertura do evento, o presidente da ACIC Campos, Maurício Cabral, ressaltou a proposta de conectar pessoas, atores e ações propositivas em prol do desenvolvimento econômico. Para ele, “uma sociedade forte será através de entidades fortes”.
Paralelamente, a assessora da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, Aline Aguiar, afirmou que “o Estado é forte quando o Interior está forte”. Já o presidente da Facerj, Robson Carneiro, anunciou a realização de seis eventos como o Conexões em 2025.
Representando o município anfitrião, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Campos, Mauro Silva, citou indicadores econômicos. Entre eles o PIB per capita de R$ 72.243,98 e a média salarial de R$ 2.905,47. Dados sobre as contas públicas também foram apresentados. Segundo ele, a prefeitura campista conta com folha salarial anual de R$ 1 bilhão e o orçamento para 2025 é de R$ 2,8 bilhões.
“Nosso compromisso é continuar crescendo, além de estarmos prontos para os novos tempos, como a inovação tecnológica e parcerias. Um município cada vez mais sustentável”, disse.
Silva ainda apresentou medidas que, para ele, melhoraram o ambiente de negócios na cidade, como o Espaço do Empreendedor, que está em primeiro lugar entre as Salas do Empreendedor do Estado, e o alvará 100% online em alguns casos. Ainda em sua fala, ele ressaltou que Campos figura em sexto lugar entre 2021 e 2024 no ranking de abertura de empresas. Somente neste ano, até outubro, foram 523 novos Microempreendedores Individuais (MEIs).
Outros representantes municipais, das áreas de Turismo e Agricultura, também apresentaram planos para os próximos anos.
Cinco painéis temáticos integraram a programação do evento. Empreendedorismo e desenvolvimento local foi o primeiro. Os dois seguintes, por sua vez, abordaram as perspectivas de investimentos na Bacia de Campos e no Porto do Açu, situado em São João da Barra. Neste mesmo contexto, a preparação de mão de obra e da infraestrutura das cidades para receber os efeitos deste novo panorama foram observados.
A gerente de Planejamento e Gestão da Bacia de Campos, Eline Antunes, iniciou a participação lembrando que no último dia 22 completaram 50 anos da descoberta da bacia. O tema, inclusive, foi abordado em reportagem especial no Conexão Fluminense. Como foi anunciado pela Petrobras na matéria, o investimento previsto até 2028 chega a US$ 22 bilhões.
“Entre 2025 e 2029 serão mais 100 poços novos, além de outros 100 remanejados e renovação da infraestrutura, como fibra óptica. São previstas também cinco novas unidades de produção a partir de 2024. Que os próximos 50 anos sejam de ainda mais sucesso, não só para a companhia, mas para transbordar em toda a sociedade”, pontuou.
Já o representante do Porto do Açu, Daniel Longobardi, destacou o terminal de cargas do empreendimento, que, neste ano, já contabiliza significativos números de exportações com base em parcerias com empresas do Estado de Goiás, como 100 kton de milhos e 400 kton de soja. “O terminal é muito importante para a região para atrair cada vez mais novos negócios”, analisou.
Daniel, que é gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios, destacou ainda que o porto privado, com 10 anos de atividade, é o segundo maior do país em movimentação de cargas, atrás de Santos (SP). É ainda a maior base de apoio offshore do mundo, sendo responsável por 30% da exportação de óleo do país.
Outros temas da tarde de painéis foram tendências e ecossistemas de inovação, como também as estratégias do associativismo.
Para o assessor da presidência do Sebrae-RJ, Renato Regazzi, o fortalecimento do cooperativismo é fundamental para o fortalecimento da cadeia produtiva.
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