Novas estruturas buscam ampliar atendimento e investigação. (Foto: Divulgação)
A segurança pública de Itaguaí entrou em uma nova etapa de planejamento no primeiro semestre de 2026, com medidas voltadas à ampliação do policiamento, ao fortalecimento da investigação criminal e ao atendimento de vítimas em situação de vulnerabilidade. Parte das ações já está em funcionamento, enquanto outras seguem em fase de implantação.
Uma das iniciativas em andamento é o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS) para policiais civis. Itaguaí tornou-se o primeiro município da Baixada Fluminense a firmar convênio para custear o benefício, permitindo que agentes atuem em jornadas extras remuneradas. A medida busca ampliar o efetivo disponível, agilizar o atendimento na delegacia e reforçar investigações de crimes como roubos de veículos e de cargas.
No policiamento ostensivo, o município também iniciou o processo de criação da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (4ª CIPM), oficializada por decreto assinado no Palácio Guanabara. A nova unidade permitirá que o planejamento operacional, a distribuição do efetivo e o emprego dos recursos sejam definidos de acordo com as necessidades específicas de Itaguaí.
Apesar da oficialização, a companhia ainda não entrou em funcionamento. A implantação depende da conclusão de etapas administrativas e operacionais para que o novo comando seja instalado. Quando estiver em atividade, o município deixará de integrar a estrutura compartilhada da Polícia Militar e passará a contar com uma unidade exclusiva.
O planejamento ocorre em um cenário de redução dos indicadores de violência letal. Em anos anteriores, Itaguaí registrou taxa de 61,6 Mortes Violentas Intencionais por 100 mil habitantes, figurando entre as 20 cidades mais violentas do país. Segundo o dado mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, esse índice caiu para 30,6 por 100 mil habitantes, retirando o município desse grupo.
Outra medida prevista é a implantação de uma Sala de Oitiva e Atendimento nas dependências da 50ª Delegacia de Polícia, no Centro. O espaço também está em fase de implantação e será destinado ao atendimento de vítimas em situação de vulnerabilidade, como mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência.
A proposta é oferecer um ambiente reservado para a escuta e o registro de ocorrências, proporcionando maior privacidade e condições adequadas para o atendimento de casos que demandam acolhimento especializado. Segundo o planejamento, as iniciativas buscam fortalecer a atuação das forças estaduais de segurança e contribuir para a manutenção da redução dos índices de criminalidade no município.
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