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Oposição de mãos atadas

Por Nelson Lopes

A propalada obstrução dos trabalhos do Congresso pela oposição, como forma de pressionar o Supremo Tribunal Federal a julgar, o quanto antes, a questão que envolve a linha sucessória do Rio de Janeiro entrou em compasso de espera, diante de uma série de questões consideradas “prioritárias” para a bancada bolsonarista. Um desses pontos é o julgamento da redistribuição dos royalties do petróleo, tema que interessa ao Rio. Parlamentares da base bolsonarista avaliam que este “não seria o momento de irritar o judiciário com manifestações de protesto”.

O consenso é de que em caso de derrota para o governo do Rio na questão dos royalties, o tema poderá ser usado por aliados de Lula e Eduardo Paes na corrida eleitoral. O resultado do julgamento pode representar um impacto de R$ 20 bilhões aos cofres do estado e afetar áreas como saúde e segurança. 


Mas não é só isso…

Outros temas, como a votação que rejeitou o nome de Jorge Messias para o Supremo e a derrubada dos vetos da dosimetria, também fizeram a oposição voltar atrás – o que torna a execução dos planos de Ruas ainda mais difícil. A interpretação é de que a campanha do escolhido pela família Bolsonaro para duelar nas urnas contra Eduardo Paes corre contra o tempo para ganhar tração. Justamente por isso seria necessário que assumisse o Palácio Guanabara o quanto antes.


Há pouca esperança

A própria campanha de Ruas ao governo já trabalha com a possibilidade de o escolhido pela família Bolsonaro não ocupar o Palácio Guanabara antes das eleições. A percepção da equipe de campanha é a de que, a esta altura, o fato de comandar o Executivo fluminense pouco acrescentará à estratégia do bolsonarista.Ruas será apresentado nos primeiros materiais de campanha feitos pelo marqueteiro Paulo Vasconcelos como um anti-petista, em uma antítese a Eduardo Paes e à parceria com Lula em âmbito nacional.

Desconhecido da maior parte do público, ele terá a relação de intimidade com a família Bolsonaro evidenciada, além de ser colocado como alguém que conhece o interior e a Baixada Fluminense, além de se mostrar como um defensor de políticas de segurança pública defendidas por Cláudio Castro (PL) e o delegado Felipe Curi (PP).


Prazo chegando ao fim

De uma cabeça branca de Brasília: “Ou o PSD define a segunda vaga ao Senado pelo Rio logo, ou o PT lança um segundo nome para fazer companhia à Benedita da Silva. Lula nunca foi de esperar o tempo passar…”


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