Por Nelson Lopes
Pedro Paulo foi oficializado como pré-candidato ao Senado pelo PSD, o que embaralha o jogo da política fluminense. O aliado de Eduardo Paes já mobiliza prefeitos, deputados e vereadores do interior em torno do seu nome e deve ser o segundo voto dos eleitores da esquerda, que terão Benedita da Silva, do PT, como primeira opção.
Além disso, é claro, entra na disputa como o nome mais forte de Centro. Com sólida atuação no campo econômico, ele pode abocanhar, ainda, uma parte generosa dos eleitores de direita. O anúncio foi feito com pompa pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Bateu o desespero…
No PL, a candidatura caiu feito uma bomba. A leitura feita pela cúpula nacional do partido, em Brasília, é a de que a legenda de Jair Bolsonaro não tem um nome competitivo para bater de frente com Benedita e Pedro Paulo. O PL, que hoje tem as três cadeiras do Rio no Senado, corre o risco de ficar sem nenhuma. É mole?
Desavenças petistas…
Se engana quem pensa que a candidatura de Benedita da Silva caminha em paz. Apesar de liderar as pesquisas de intenção de votos, a deputada tem a resistência do vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá. Ele diz que não votará em Benedita. O motivo foi a nomeação do suplente. Benedita escolheu um assessor que foi arrolado nas investigações do Mensalão. Quaquá não perdoa:
“Não posso votar em uma pessoa de 80 anos, que tem um suplente citado no Mensalão. Estou fora!”.
A frase foi vista como etarista e não pegou bem na Executiva Nacional do PT.
E Cláudio Castro, hein…
Com a publicação do acórdão do TSE que o deixou inelegível, nesta semana, Cláudio Castro está a cada dia mais distante de voltar à vida pública. Depois de ter desistido de concorrer ao Senado, o ex-governador agora é presença evitada nos palanques dos correligionários.
Nem parece o governador reeleito em primeiro turno em 2022.
Nada como um dia após o outro…
Quer receber esta e outras notícias diretamente no seu Whatsapp? Entre no nosso canal. Clique aqui.



