Somente precatórios ultrapassam R$ 112 milhões. (Foto: Bruno Nepomuceno)
Levantamento da Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana, evidencia, segundo a gestão municipal, desafios enfrentados ao longos dos últimos seis anos.
Um dos exemplos citados pela gestão, que assumiu em 2018, é a quitação de 16 folhas de pagamento do funcionalismo municipal. O pagamento encerrou o ciclo de atraso de salários. Desde então, os vencimentos dos servidores são pagos dentro do prazo legal.
Outra situação é a elevada pressão financeira devido a dívidas judiciais acumuladas. Ao longo de décadas, um montante significativo não foi quitado por gestões passadas, o que teria comprometido o orçamento municipal.
Os precatórios somam R$ 112.915.699,96, sendo R$ 99.388.643,42 referentes à Prefeitura, R$ 868.997,98 à Educação e R$ 12.658.058,56 a verbas vinculadas; Além disso, o órgão afirma que dívidas acumuladas de anos anteriores, como R$ 25.392.372,34 em 2018 e R$ 8.863.288,32 em 2019, aumentam ainda mais a carga financeira.
Resultado das dívidas do passado são os sequestros judiciais, que totalizam R$ 106.705.484,57 entre 2020 e 2024, o que impacta diretamente áreas essenciais. Na Educação, foram sequestrados R$ 5.514.043,85 de programas fundamentais, como o Brasil Carinhoso – que transfere recursos do Governo Federal para custear despesas de manutenção e desenvolvimento da educação infantil; o Programa Dinheiro Direto na Escola, destinado à manutenção do prédio escolar; e os programas municipais PMT Merenda e PMT Escola Integral.
Além disso, houve bloqueios de R$ 8.776.249,84 em verbas vinculadas, R$ 17.669.784,91 nas contas da Prefeitura e R$ 74.745.405,97 na Saúde. Segundo a prefeitura, os índices afetam diretamente a prestação de serviços à população.
No total, o acumulado de precatórios e sequestros judiciais entre 2018 e 2024, por conta de dívidas do passado, chega a R$ 253.876.845,19.
Para agravar o quadro, a concessionária Águas da Imperatriz, responsável pelos serviços de água e esgoto no município, não cumpriu uma de suas obrigações contratuais e não realizou o pagamento da segunda parcela da outorga no dia 4 de dezembro. O valor seria essencial para o equilíbrio e o planejamento financeiro da Prefeitura.
Segundo a municipalidade, este conjunto de fatores resultou na dificuldade do pagamento do 13º salário do funcionalismo municipal. “O município continua trabalhando, buscando alternativas e monitorando qualquer novidade relacionada à ação judicial contra a concessionária”, afirma a prefeitura.
Quer receber esta e outras notícias diretamente no seu Whatsapp? Entre no nosso canal. Clique aqui.
A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (FACERJ) recebeu,…
Por Nelson Lopes Candidato de Bolsonaro ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL) já tem…
Os doces que costumam apresentados em mesas de casamento ganharam um novo espaço: o café…
*Por Paulo Marinho Com o passar dos anos e agora nos dias de hoje, tornou-se…
São José de Ubá, no Norte Fluminense, passou a integrar o Mapa do Turismo Brasileiro.…
*Por Pedro do Livro Esta semana, a Mangueira viu uma barricada pegar fogo. E o…