O secretário municipal de Planejamento e Fazenda do Rio, Pedro Paulo. Crédito: Divulgação
A gestão atual da prefeitura do município do Rio confia no aumento da arrecadação e na retomada dos grandes eventos para colocar a cidade novamente nos trilhos. O momento de arrumar casa que estava um tanto quão bagunçada desde a gestão passada passou. Agora é hora de desenhar o futuro e provar para investidores que o Rio já voltou a sorrir. Para desenharmos o que vem pela frente, conversamos por e-mail com o secretário de Fazenda e Planejamento do município do Rio, Pedro Paulo. Confira abaixo a entrevista, na íntegra
Conexão Fluminense – O Rio olha para frente com esperança de dias melhores após anos de uma gestão que endividou a cidade. Qual o real cenário atual?
Pedro Paulo – Quando o prefeito Eduardo Paes me convidou para ser secretário de Fazenda e Planejamento, nós dois sabíamos dos desafios que teríamos pela frente. Em caixa, havia parcos R$ 12 milhões para o pagamento de contas em aberto que somavam R$ 6 bilhões. Neste bolo estavam o salário de dezembro dos servidores, parte do 13º salário devido de 2020, além de precatórios e dívidas com fornecedores. Mas ao longo de 2021, pude contar com o apoio e a confiança do prefeito para trabalhar na mudança desse cenário. Um ano depois, o cenário já é completamente diferente. A cidade com as contas no azul, salários em dia, fornecedores com data certa para receber e o necessário equilíbrio financeiro para que a cidade possa se desenvolver. Fechamos o ano com superávit de aproximadamente R$ 7 bi. O município conta agora com um orçamento 28% maior que o de 2021, focado na melhoria dos serviços para o cidadão e na zeladoria da cidade. Estão previstos mais de R$ 16 bilhões em custeio e investimentos para este ano, o que representa um aumento de 64% frente a 2021. A Saúde, uma das prioridades máximas da Prefeitura, terá um incremento de R$ 2,3 bilhões, um salto de 82%. Educação, mais R$ 1 bi, aumento de 110%.
“Vamos aplicar os recursos da Cedae em Saúde e Educação, zerando a fila do Sisreg e ampliando ações como reforço escolar”
Pedro Paulo secretário de Planejamento e Fazenda do município do Rio
Conexão Fluminense – Reparar. Reiniciar. Redirecionar. Esse é o lema do Plano Rio Futuro. Como fazer os três “R”s em uma cidade tão cheia de desafios?
Pedro Paulo – O Plano Rio Futuro foi integrado ao Planejamento Estratégico da cidade, mas o direcionamento é muito claro. Vamos aplicar os recursos da Cedae em Saúde e Educação, zerando a fila do Sisreg e ampliando ações como reforço escolar. Além disso, vamos investir em melhorias para as áreas que mais precisam, com obras de drenagem e revitalização.
Conexão Fluminense – Nesta semana foi noticiado que o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) deve ser confirmado como o primeiro parceiro do Porto Maravalley. Quais outras parcerias estão à vista?
Pedro Paulo – Esse é um trabalho que o secretário Chicão Bulhões (SMDEIS) vem conduzindo com muita habilidade. O objetivo é transformar a economia do Rio, para a cidade virar referência global como um polo em ciência e tecnologia e todas as empresas que foram alinhadas com os mesmos objetivos serão bem-vindas.
“Aqui na cidade, empresas e negócios sustentáveis encontrarão um ambiente favorável para se estabelecerem.“
Pedro Paulo, sobre a Bolsa Verde
Conexão Fluminense – A gestão municipal atual trabalha para transformar o Rio de Janeiro na capital de investimentos verde no Brasil. A cereja do bolo é a Bolsa Verde? Outras iniciativas estão no papel?
A Bolsa Verde, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, é uma das nossas ações de investimento verde no Rio. Queremos resgatar esse potencial da cidade para liderar discussões climáticas – afinal, o próprio prefeito foi presidente do C40, que reúne líderes das grandes cidades do mundo para decidir e adotar medidas contra as mudanças climáticas. Aqui na cidade, empresas e negócios sustentáveis encontrarão um ambiente favorável para se estabelecerem. Assim apostamos no futuro da economia, de mãos dadas com a preservação do meio ambiente.
Conexão Fluminense – Em discussão no Congresso, o projeto de lei que legaliza jogos de azar e cassinos cria nova forma de arrecadação para uma cidade turística como o Rio. Quanto o Rio pretende arrecadar com a modalidade, se os jogos forem legalizados?
Pedro Paulo – Os jogos de azar são proibidos desde a década de 40 no Brasil, e, ainda assim, são uma prática aceita e tolerada. Acompanhei toda discussão através do excepcional trabalho do relator e meu amigo pessoal, o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE). A legalização é a única forma de dar ao Estado poder de regular a atividade, tanto para evitar crimes como a lavagem de dinheiro, quanto para garantir que ela tenha impactos positivos para a economia. Enquanto a atividade permanecer sob as sombras, não é possível nem mesmo estimar ao certo quanto ela poderia gerar em arrecadação.
Conexão Fluminense – A retomada econômica no Rio e o aumento na arrecadação passam pela realização de mais eventos no Rio?
Pedro Paulo – Sem dúvida os eventos contribuem com uma maior arrecadação para a cidade. Um exemplo é o Carnaval. Um estudo realizado pela Fundação João Goulart, que funciona dentro da Fazenda, e pela SMDEIS, mostrou que a arrecadação de ISS do setor de turismo chega a R$ 25 milhões no mês de fevereiro, enquanto a média mensal é de R$ 21 milhões.
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