A bebida une tradição, qualidade e geração de renda no campo (crédito: divulgação)
Celebrado no domingo, 13 de setembro, o Dia da Cachaça destaca uma das atividades tradicionais da agricultura fluminense. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), referentes a 2025, apontam que o estado do Rio de Janeiro possui 82 estabelecimentos produtores de cachaça registrados, distribuídos por 44 municípios. O número representa um crescimento de aproximadamente 22,4% em relação ao ano anterior. Juntos, esses estabelecimentos reúnem 761 marcas da bebida.
Por meio da Emater-Rio, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, os produtores têm acesso a serviços de assistência técnica e extensão rural, capacitação, orientação e apoio ao desenvolvimento das agroindústrias. O trabalho contribui para a adoção de boas práticas, o aprimoramento dos processos produtivos, a melhoria da qualidade e a busca por mais eficiência e sustentabilidade nas propriedades.
A produção de cachaça também tem papel importante no fortalecimento da agricultura e na geração de renda em diferentes regiões do estado. Os produtores preservam conhecimentos e técnicas tradicionais, ao mesmo tempo em que investem na modernização dos processos, na qualidade dos produtos e na conquista de novos mercados.
A produção fluminense também vem ganhando espaço no mercado internacional. Em 2025, o Rio de Janeiro exportou US$ 1,26 milhão em cachaça, reforçando a presença da bebida produzida no estado fora do país. O reconhecimento em premiações nacionais e internacionais também tem contribuído para valorizar os produtos fluminenses e ampliar as oportunidades comerciais para os produtores.
Entre os municípios produtores, Paraty se destaca como uma das principais referências da cachaça fluminense. A cidade mantém uma tradição que remonta ao período colonial e preserva conhecimentos e técnicas de produção transmitidos ao longo de gerações.
A importância da atividade no município é reconhecida pela Indicação Geográfica da cachaça de Paraty. Em 2007, a cidade conquistou o registro de Indicação de Procedência (IP) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em reconhecimento à tradição e à reputação da região na produção da bebida.
Em janeiro de 2024, o registro foi alterado para Denominação de Origem (DO). A classificação leva em consideração a influência dos fatores naturais e humanos da região nas características da cachaça produzida em Paraty.
Além do valor histórico e cultural, a produção de cachaça representa uma importante fonte de renda e contribui para movimentar a economia local. A atividade também ajuda a preservar conhecimentos tradicionais e a valorizar a identidade das regiões produtoras.
Com assistência técnica, capacitação e investimentos em qualidade, os produtores fluminenses conciliam tradição e inovação para fortalecer a produção de cachaça, ampliar mercados e valorizar uma bebida que faz parte da história e da cultura do estado.
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